*Por Paulo Sergio de Moraes Sarmento

Empresas ativas no Brasil somam pouco mais de 17 milhões, segundo o site empresometro.cnc.org.br, sendo que 90,4% são as micro e pequenas empresas ou 14,8 milhões.

Apenas como referência para se ter ideia do que sejam esses números para a economia do País, o BNDES considera micro empresa aquela que fatura até R$2,4 milhões ano; pequena até R$16 milhões e média até R$90 milhões.

O país, nestes últimos anos turbulentos de economia e política, entrou praticamente em depressão, juros estratosféricos, alto desemprego e ainda dúvidas sobre a sua recuperação, como e quando. Assim mesmo, surgem a cada dia outras novas. Se isso é um dado bom, ou ruim, depende do lado do binóculo que olhamos e para o quê olhamos.

Por que, então, pessoas abrem empresas o tempo todo e ao mesmo tempo um grande número delas fecha?

A melhor resposta que encontro é que essas iniciativas fazem parte de um sonho! Um sonho alimentado por aqueles que desejam melhorar de vida, algumas substituir o emprego perdido, outras que desejam por em prática uma ideia. Em última análise, todas as motivações têm a ver com a expectativa de uma realização pessoal.

Entretanto, muitos desses sonhos terminam em frustração e, em muitos casos, gerando danos difíceis de serem reparados. Já vi casos em que marido e mulher, sócios de uma mesma empresa, têm a sociedade e os seus casamentos desfeitos. Muitas são as perdas patrimoniais da família, prejuízos a fornecedores, funcionários na justiça e toda uma cascata de problemas.

Ao nos depararmos com as estatísticas sobre empresas que fecham precocemente, posso afirmar que a razão predominante que um empresário tem, ou é forçado a ter ao parar com as suas atividades, é na maioria dos casos a falta de planejamento e preparo necessário para administrar um negócio.

Administrar uma empresa exige cada vez mais atlética performance dos seus gestores pela alta complexidade que se impõe nos tempos atuais. As empresas se deparam com concorrência internacional, extrema burocracia, dificuldades na conjuntura econômica com restrição no crédito, políticas de governo equivocadas elevando juros e impostos, que no caso brasileiro são os maiores do mundo, dentre outras situações.

E como fica, então, o legítimo sonho de realização? Como fica o desejo que move uma pessoa a construir, deixar um legado aos seus descendentes? Um assunto tão sério e tão importante na vida, e o mais comum é vermos o que deveria ser o principal cuidado ser relegado ao segundo plano, ou mesmo a plano nenhum.

Se um sonho é tão significante, uma vez que se ele fosse concretizado seria capaz de melhorar vidas, lógico então que esse empresário cuidasse de um detalhe importante, qual seja, o do planejamento do seu sonho e o aprendizado dos seus coadjuvantes!

Um fato: a maioria dos empresários entra em uma guerra sem as armas e sem o preparo adequados. Vão à luta de peito aberto, desconhecendo suas reais possibilidades de sucesso. Subestimam a arena aonde irão se confrontar. Esquecem que os inimigos são muitos, são fortes e tem até leão à solta!

A pressa é inimiga da perfeição. Pula-se a necessária etapa do planejamento, acreditando-se que lá na frente tudo se resolve.

Para reflexão, tomo aqui a liberdade de citar um pequeno trecho da segunda edição do meu livro Prepare-se! Faça a sua empresa crescer! onde escrevo:

“… sobre motivação e o processo da mente na busca do sucesso individual… o cérebro é estruturado para nos dotar da capacidade de identificarmos oportunidades em determinados ambientes. De permitir que sejamos capazes de auto avaliarmos nossas competências e habilidades comparativamente com as outras pessoas, de forma que possamos reconhecer os nossos pontos fortes e fracos. Temos capacidade de focar, de concentrar nossa atenção naquilo que nos interessa, de fazer uma releitura das situações vividas e de usar nossa memória para buscar, no passado, os dados que nos permitam fazer nossas previsões. Para tanto basta olharmos para o futuro. ”
“Ora, essa condição é natural para todos nós, precisando apenas ser desenvolvida para que possamos utilizar melhor nossas capacidades cerebrais a favor dos nossos interesses de sucesso. O mesmo princípio encontrado em nosso cérebro pode ser aplicado na empresa utilizando a estrutura criada para o Planejamento Estratégico. Um processo que começa pela motivação do empresário em querer atingir seus objetivos.”

Temos que levar mais a sérios os nossos sonhos, e nesta nova edição ampliada (396 páginas) procuro trabalhar com o leitor os conceitos,
comportamento e procedimento do empresário, sempre empreendedor, que busca a sua riqueza e os seus ideais.

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